6 de março de 2011
A minha leitura de Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia
Decidi partilhar a minha leitura de “Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia”, da autoria de Aquilino Ribeiro por ser uma das obras que mais gostei de leccionar enquanto docente de Língua Portuguesa.
Trata-se de um conto infantil pertencente à obra Arca de Noé, III Classe. Apesar de ser um conto infantil, cativou-me pela linguagem de cariz popular utilizada pelo autor e pelo complexo enredo que movimenta as personagens. Estas são suficientemente simples para apaixonar as crianças e complexas o suficiente para agradar aos adultos. O que mais me agrada neste conto é a escrita simples e marcadamente popular de Aquilino Ribeiro e os traços de personalidade distintos que assumem as diferentes personagens no decorrer da acção. Considero que os contos infantis não se destinam exclusivamente às crianças, pois o mundo da fantasia e os ensinamentos neles contidos também são do agrado do leitor adulto.
O autor:
Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, em 1885, e morreu em Lisboa, em 1963. É considerado um dos maiores ficcionistas portugueses. Estreou-se com um livro de contos intitulado Jardim das Tormentas. De entre as suas obras, merecem destaque O Malhadinhas, A Casa Grande de Romarigães e Quando os Lobos Uivam. Revelou ser profundo conhecedor tanto da linguagem rústica como da citadina. Escreveu, em 1935, o livro de contos Arca de Noé, III Classe, de onde foi extraído o conto “Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia”. Mas este não foi o único conto que dedicou às crianças. Já em 1924, escrevera o Romance da Raposa e, em 1962, publicou O Livro de Marianinha, em homenagem à sua neta.
Resumo do conto:
Na fazenda do Senhor José Barnabé Pé de Jacaré vivia uma flor grande e linda que, com o seu perfume suave e a sua cor viva, atraía abelhas, grilos, ralos e cigarras. Seduzidos pelo brilho e pela sombra da flor, os insectos construíam o seu lar próximo da flor da aboboreira, rendidos à sua beleza. Mestre Grilo, um grilinho com ar vivaço e alma de poeta, apaixonara-se pelo local e, cativado pela bela flor da aboboreira, ali perto fizera a sua lura.
Ora, com o tempo, a flor murchara e, no seu pedúnculo, começou a crescer uma abóbora menina, muito redondinha. Estava-se no início do Verão e, à força de tanto dormir, a abóbora crescia, crescia, crescia…
Certa noite, a abóbora acordou com a algazarra de uma festa. Pôs-se à escuta e ouviu um coro de vozes bem-dispostas a chamar pelo Sol. Eram as rãs do charco, as cigarras, Mestre Grilo, os sapos, entre outros. A abóbora, cuja missão na vida era dormir e crescer, indignou-se com tal fanfarra e, não se contendo, perguntou aos bicharocos ruidosos qual o motivo de tanto banzé. Mestre Grilo, escandalizado com a intromissão da abóbora, que a seu ver, mais não era do que uma mona preguiçosa, insultou-a, dizendo-lhe que deveria unir a sua voz aos demais, para chamar o Sol, para que não se demorasse atrás dos montes e lhes trouxesse alegria, calor e claridade. A abóbora, que apenas queria dormir o seu soninho descansado, recusou, ofendendo Mestre Grilo. E, em coro, sapos, ralos, rãs, cigarras e grilos, continuaram a chamar pelo Sol. Embalada pelo chinfrim da noite, a abóbora voltou a adormecer.
No dia seguinte, o Senhor José Barnabé Pé de Jacaré, dono da fazenda, e sua mulher Feliciana Lauriana, vieram pela manhã dar a habitual volta ao quintal. Admirados com o tamanho da abóbora, trocaram palavras de admiração e traçaram o destino para o enorme fruto. Enquanto o Senhor José Barnabé a queria bem madura, exposta no telhado, para a semente, Feliciana Lauriana sonhava com um belo caldo de abóbora.
Mestre Grilo, que ouvira a conversa, saiu da sua lura e, com ar zombador, interpelou a abóbora, dizendo-lhe que acabaria na panela de Dona Feliciana Lauriana. Porém, a abóbora preguiçosa, outra coisa não fazia senão dormir e crescer. Nada ouvia e crescia, crescia…. Tanto crescia que ameaçava soterrar Mestre Grilo na sua lura. Assustado, o grilinho decidiu um dia chamar por ela. A muito custo conseguiu despertar a dorminhoca do seu sono profundo. Apesar do mau feitio da abóbora, que muito pregada estava no sono, Mestre Grilo disse-lhe que assim a crescer perdia a graça toda, pois uma abóbora quer-se maneirinha. A abóbora, indignada, insultou Mestre Grilo, dizendo-lhe que, se a obrigação do grilo era cantar e tocar, a dela era dormir e crescer, tanto mais que o seu objectivo era ir parar ao telhado do Senhor José Barnabé para ficar para a semente. Mestre Grilo aproveitou para escarnecer destas palavras, dizendo-lhe que o seu destino seria acabar na panela. Uma vez mais, e apesar das palavras desdenhosas do grilo, a abóbora adormeceu profundamente sem dar fé de nada à sua volta.
Mestre Grilo, cujo lar via ameaçado pelo crescimento desmesurado da aboborona, decidiu consultar os seus parentes para se ver livre dela. Convocou uma reunião de insectos, expos o seu problema e pôs todos a meditar na melhor forma de se verem livres da abóbora. A cigarra, esperta e espevitada, questionou Mestre Grilo relativamente ao motivo de tal conflito com a vizinha, tendo o grilinho admitido ter por ela uma implicância devido ao facto de ter sofrido uma grande desilusão: da flor doirada da aboboreira nascera um monstro preguiçoso. Também a abelha interveio, concluindo com palavras sábias, que o conflito entre Mestre Grilo e a abóbora giganta resultava dos infindáveis contrastes entre ambos: enquanto Mestre Grilo era vivo, espiritual, pequenino e se desfazia em cantorias, a abóbora era uma preguiçosa que só sabia comer e dormir.
Analisado o conflito entre vizinhos, o sapo, que assistira silencioso à reunião, sugeriu que se falasse com a toupeira para que esta roesse as raízes da aboboreira. Encarregou-se de falar pessoalmente com ela. A toupeira aceitou o trabalho e cumpriu-o com primor.
Naquela manhã, os insectos aperceberam-se de uma súbita mudança no tempo e, prevendo uma grande chuvada, escapuliram-se para as suas tocas, a tempo de se abrigarem da tempestade que se abatera sobre a fazenda. Relâmpagos, trovões e uma grande chuvada fizeram alguns estragos nas culturas do Senhor José Barnabé, o qual, preocupado fitava o seu quintal. De súbito, com olhos incrédulos, José Barnabé viu a abóbora menina a ser arrastada pela enxurrada. Viu-a a cair à ribeira e ser arrastada pela corrente das águas. Em pânico, seguiu aos saltos o percurso feito pela abóbora que, embalada pelo movimento das águas, dormia e de nada dava fé. Só acordou ao embater ruidosamente no rodízio de um moinho.
Em cima, na casa das mós, o moleiro e a moleira saltaram assustados com o tombo da abóbora. De rompante, a moleira foi ver o que se passava e, para seu grande espanto, viu com olhos sorridentes, uma enorme abóbora, atrancada nas penas do rodízio. O moleiro que, logo de seguida, desceu as escadas, também ficou embasbacado com a visão da gigantona. Apressaram-se a içar a abóbora, que abrira uma brecha, ao bater no rodízio e, de imediato, regalados prepararam a panela para confeccionarem um belo caldo de abóbora.
Entretanto, passada a trovoada, Dona Feliciana Lauriana foi ao quintal. Como não avistou a abóbora, pôs-se a chamar pelo marido. Sem resposta, desatou a correr e foi encontrar o marido, desolado, à beira do rio. Concluíram, resignadamente, que a abóbora nem tinha ido parar à panela de Dona Feliciana Lauriana nem ficara para a semente, como era desejo de seu marido.
Mestre Grilo, ao saber do fim da abóbora, que sempre fora parar à panelinha, não à de Feliciana Lauriana, mas à da moleira, resolveu os seus problemas de má vizinhança. E ao ver-se livre da giganta, cantou, sem conter a sua alegria, para todos os insectos da região. É que, da catástrofe de um dia de Verão, surgiu a inesperada solução.
As personagens:
As personagens principais deste conto são, sem dúvida, o Mestre Grilo e a Abóbora Giganta. O primeiro é um insecto espiritual e considera-se um poeta. É talentoso, vivaço, cheio de convicções, despreza a sua vizinha e tudo faz para se ver livre dela. É uma personagem sensível à beleza, entregue à inspiração, que adora alegria e diversão e passa a vida a cantar. Tem a cumplicidade dos vizinhos e dedica-se a engendrar um esquema para tirar a abóbora do seu caminho. A abóbora adora dormir e crescer. Não gosta de algazarras e é bastante passiva. No decorrer do conto, cai na armadilha do grilo e seus cúmplices, mas sempre a dormir, a sua missão. Não é muito dada às amizades, mas é vaidosa, pois pretende ficar no telhado do dono a secar para a semente para ser vista por todos. É uma preguiçosa inactiva, mas concentrada no seu objectivo: crescer.
As personagens secundárias são o Senhor José Barnabé, dono da fazenda, e Feliciana Lauriana, sua mulher. São dois agricultores dedicados aos ofícios da lavoura, que tentam levar, cada um, a sua posição face ao destino da abóbora, por diante. A cigarra também tem um papel secundário na história. É espevitada, esperta e tem opiniões certeiras sobre as outras personagens. É uma personagem com uma certa visão dos factos, que não se detém apenas no superficial. O sapo, também com um papel secundário, é inteligente, engenhoso e prático, pela solução que apresenta ao seu vizinho grilo. A moleira e seu vizinho também intervêm na história em segundo plano. São duas personagens um pouco broncas, mas sortudas. Acima de tudo são dois camponeses bastante populares.
Os outros insectos são personagens figurantes, que ajudam a compor o cenário onde decorre a acção.
O tempo e o espaço:
A acção decorre no início do Verão, na fazenda do Senhor José Barnabé. A acção decorre durante alguns dias, um dos quais atingido por uma tempestade de Verão, fundamental para o decorrer da acção. Inicia-se perto da lura do grilo, passa pelo ribeiro e pelo moinho e culmina novamente na fazenda.
O tema:
Este conto tem como tema a vida campestre de um insecto e de um fruto. Foca o conflito de vizinhança entre ambos e perspectiva-os como personagens antagónicas. O autor, Aquilino Ribeiro, dá vida às personagens, personificando-as com graça.
Ana Paula Santos
5 de março de 2011
Poesia na Casa da Escrita
No dia 09 de Março, pelas 17h30, irá decorrer na Casa da Escrita, uma leitura de poesia pelo poeta Juan Armando Rojas Joo.
Juan Armando Rojas Joo é o primeiro escritor em residência na Casa da Escrita, satisfazendo assim, o objectivo de uma das valências deste magnífico espaço – relembre-se de que, um dos propósitos da Casa da Escrita, é acolher escritores nacionais e estrangeiros, nomeadamente autores distinguidos com os maiores Prémios internacionais (Nobel, Goncourt, Pullitzer, Médicis,etc.), da CPLP (Camões, Leya, etc.), de Portugal (Pessoa, APE, etc.).
Por sua vez, estes escritores residentes legarão à Casa da Escrita textos produzidos durante a estadia ou por ela motivados, podendo ainda proferir palestras testemunhais e leituras, ou animar oficinas de escrita criativa.
Juan Armando Rojas Joo é um poeta mexicano, tendo publicado vários livros de poesia, como Lluvia de lunas, (1999), Río vertebral (2002), Santuarios desierto mar (2004) e Ceremonial de viento / Ceremonial of Wind (2006). É também um dos organizadores da antologia Canto a una ciudad en el desierto (2004).
Juan Armando Rojas Joo é professor de Literatura Espanhola e Latino-americana nos Estados Unidos, na Ohio Wesleyan University.
Olimpíadas CAIC A SABER + Pontuação do questionário O cinema e a TV (28/02/2011)
Pontuação:
10ºC 17 pontos
9ºA 16 pontos
8ºB 16 pontos
7ºD 16 pontos
5ºA 16 pontos
12ºA 15 pontos
12ºC 15 pontos
11ºB 15 pontos
10ºA 15 pontos
1TRVCP 15 pontos
9ºB 15 pontos
7ºB 15 pontos
7ºC 15 pontos
6ºA 15 pontos
9ºD 14 pontos
8ºA 14 pontos
5ºD 14 pontos
SM2 12 pontos
6ºB 13 pontos
6ºB 13 pontos
5ºC 11 pontos
6ºC 10 pontos
6ºD 10 pontos
7ºE 5 pontos
Para acederes ao questionário O Cinema e a TV, basta clicar:
4 de março de 2011
Vencedora do CONCURSO CAICALER+ (2º Ciclo)
A Biblioteca Escolar CAIC informa que a vencedora do Concurso CAICALER+ (2º Ciclo), cuja prova se realizou no dia 28 de Fevereiro, incidindo sobre o conto A Árvore de Sophia de Mello Breyner Andresen é...
a Constança Belchior, nº 227 do 5ºA.
Parabéns à vencedora! O teu prémio espera por ti na BE CAIC.
Para acederes à prova basta clicar:
Encontro com João Manuel Ribeiro (5ºB)
Cheio de entusiasmo, o 5º B partiu ao encontro do escritor João Manuel Ribeiro na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, hoje, dia 4 de Março. Os alunos tiveram oportunidade de interagir com o simpático convidado e de lhe apresentar a leitura teatralizada da obra "A Casa Grande". Por outro lado, ficaram a conhecer melhor a sua obra devido às apresentações das outras escolas presentes no encontro. No final da sessão, seguiram-se os autógrafos, a despedida do escritor e o regresso animado ao CAIC, já com a barriga a dar horas.
3 de março de 2011
Hora do Conto em Família
O 5ºB vai, amanhã, ter a oportunidade de conhecer o escritor João Manuel Ribeiro na Casa Municipal da Cultura. Hoje, foi tempo de fazer a leitura do conto "Gémeos" em família. A convidada especial que acedeu ao convite da Biblioteca Escolar CAIC para ler para esta turma foi a Ana, mãe do Pedro Araújo. A nossa leitora cativou a pequenada com o conto de João Manuel Ribeiro, levando os alunos a reflectir sobre os sentimentos.
Partilha em verso (videoconferência de Madrid)
Teve lugar, hoje, mais uma partilha em verso com o nosso querido convidado Paulo Duarte sj, directamente de Madrid através de videoconferência. Foi um momento de partilha com sabor a poesia e música. O talento poético dos nossos alunos misturou-se com a emoção das saudades. Foi mais uma forma diferente de mostrar a veia poética dos nossos alunos, que declamaram poemas da sua autoria para além fronteiras com a ajuda das novas tecnologias.
2 de março de 2011
Hora do Conto (5ºA e 6ºC)
Na Semana da Leitura, não podia deixar de haver uma hora do conto, pelo que a Biblioteca CAIC preparou mais uma actividade para os alunos do 5ºA e do 6º C. Recebemos uma convidada especial, a Patrícia Dias da livraria Kdelivro de Pombal, que tão bem soube cativar a pequenada com a leitura dos contos O Pássaro de Fogo e Uma Paixão Confessada à Terra. A voz cristalina e poderosa da Patrícia, as suas expressões teatrais e o ritmo cativante prenderam a plateia que ouviu as duas histórias com entusiasmo e atenção. Da parte dos alunos, ficou o pedido para mais actividades destas e, claro..., o regresso ao CAIC desta eloquente leitora.
A opinião dos alunos:
Gostei muito de ouvir as duas histórias. Adorei a maneira como a Patrícia leu porque explicou muito bem a história.
Francisca Duarte 5ºA
Gostei muito da actividade: foi diferente e muito divertida.
Bernardo Caipiro 5ºA
Gostei muito deste momento, porque gosto muito de ouvir histórias e acho que a Patrícia lê muito bem.
Alice Rodrigues 5ºA
Foi muito divertido. Gostei muito das expressões que a Patrícia fez. Adorei a hora do conto.
Bruno Caipiro 5ºA
Gostei bastante da hora do conto, porque a Patrícia leu e representou muito bem.
Ruven Silva 5ºA
Gostei muito da hora do conto, porque foi um momento silencioso mas divertido e pudemos ouvir duas histórias que nunca tínhamos ouvido.
André Francisco 5ºA
Oficina de Escrita Criativa (5ºC)
Jogar e escrever, uma combinação divertida! Esta foi a conclusão a que chegou, hoje, o 5º C na oficina de escrita criativa organizada pela Biblioteca Escolar CAIC com a colaboração da Dra. Natália da livraria Kdelivro de Pombal. Tal como num jogo, houve regras a respeitar, mas o que é certo é que os alunos nem deram pelo facto de ser mais uma actividade para treino da competência de escrita do agrado de todos.
Vencedores do Concurso Ortográfico (Gincana das Línguas)
A Biblioteca CAIC dá a conhecer os vencedores do Concurso Ortográfico, no âmbito da Gincana das Línguas:
5º ano: Rui Cardoso, 5º C /João Cardoso, 5ºC / Sara Ferreira, 5ºD
6º ano: Catarina Monteiro, 6ºA /Ana Inês Amado, 6ºB / Filipa Monteiro, 6º C
Parabéns aos vencedores!
1 de março de 2011
Encontro com a escritora Luísa Fortes da Cunha na BMC (7ºA)
O 7º A conheceu, hoje, a escritora Luísa Fortes da Cunha, escritora da colecção Teodora. A turma deslocou-se com entusiasmo à BMC para o encontro promovido pelo SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares) com a criadora da personagem Teodora. O CAIC, a par com outras escolas de Coimbra, preparou um PowerPoint sobre o livro Teodora e o Relógio Mágico. A Ana Filipa Batista apresentou este trabalho, tendo recebido aplausos e até elogios de Luísa Fortes da Cunha. Na opinião dos alunos, foi divertido conhecer pessoalmente a autora de histórias de encantar, com magos, fadas, aventuras e magia.
Para veres o PowerPoint da Ana Filipa clica aqui.
Dramatização de obras (Gincana das Línguas)
O talento dos nossos jovens alunos do 2º Ciclo na dramatização de obras estudadas como A Menina do Mar, Ulisses e o Rapaz de Bronze durante a Gincana das Línguas...
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