Biografia, obra e estudos de Sophia de Mello Breyner Andresen, pelo Instituto Camões
http://www.instituto-camoes.pt/escritores/sophia.htm
Biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen
http://www.esec-estarreja.rcts.pt/alunos/99-12m/grupo2/sophia_de_mello_breyner.htm
Biografia, obra, poesia online, prémios, citações sobre Sophia
http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm
Poemas online de Sophia de Mello Breyner Andresen
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/sophia_m_b_andresen/poetas_sophiambandresen01.htm
Poemas, Biografia e imagens de Sophia de Mello Breyner
http://www.astormentas.com/andresen.htm
6 de fevereiro de 2011
Sugestões para reforçar o interesse pelos livros
- Faça perguntas divertidas sobre as imagens, sobre as situações observadas e sobre a história.
- Faça jogos de descoberta e adivinhas para suscitar a atenção.
- Ilustre passagens, desenhando ou pintando com as crianças.
- Recorte figuras de jornais e revistas e fazer colagens colar para reconstituir cenas do livro.
- Peça à criança que conte a história ou partes da história.
- Faça versos e rimas sobre a história que encaixem em músicas conhecidas para poderem ser cantadas.
- Dramatize cenas que reproduzam os momentos da história, distribuindo papéis. Faça máscaras para apoiar a dramatização. Use fantoches, ou silhuetas de teatro de sombras para dramatizar cenas que reproduzam os momentos da história.
CONCURSO «O CARTAZ DA MINHA ESCOLA»
Este concurso, no âmbito da Semana da Leitura 2011 e das comemorações do Ano Internacional das Florestas, pretende a mobilização de todos em torno da relação Leitura – Energia – Floresta.
A Semana da Leitura 2011, que decorrerá entre 21 e 25 de Março, conjuga a comemoração do Ano Internacional das Florestas e a promoção da leitura e dos livros, contribuindo para estimular o prazer de ler, abordando-se questões tão relevantes e actuais como o ambiente e a sustentabilidade. Procura-se, assim, elevar os níveis de literacia dos portugueses, tornando-os, simultaneamente, cidadãos mais conscientes e capazes de respeitarem o nosso planeta.
À semelhança do que se tem verificado nos anos anteriores, a participação das escolas não agrupadas/agrupamentos, bem como das comunidades em geral, é factor determinante para tornar a Semana da Leitura num marco em que a leitura, a criatividade, a capacidade de inovação e a pluralidade são patenteadas por todos os que sempre apostaram neste desafio.
Convidam-se, pois, todas as escolas não agrupadas/agrupamentos a participarem no Concurso «O cartaz da minha escola» que, este ano, vai premiar a criatividade, a imaginação, a capacidade de comunicação e de mobilização de todos em torno da relação Leitura – Energia – Floresta.
A inscrição inicial no concurso faz-se através do preenchimento de um formulário, disponível no Sistema de Informação do Plano Nacional de Leitura entre os dias 10 e 18 de Fevereiro de 2011. Depois de cada escola não agrupada / agrupamento ter seleccionado o cartaz a apresentar a concurso, este deverá ser enviado entre os dias 25 e 31 de Março, conforme disposto no Regulamento do Concurso.
À semelhança do que se tem verificado nos anos anteriores, a participação das escolas não agrupadas/agrupamentos, bem como das comunidades em geral, é factor determinante para tornar a Semana da Leitura num marco em que a leitura, a criatividade, a capacidade de inovação e a pluralidade são patenteadas por todos os que sempre apostaram neste desafio.
Convidam-se, pois, todas as escolas não agrupadas/agrupamentos a participarem no Concurso «O cartaz da minha escola» que, este ano, vai premiar a criatividade, a imaginação, a capacidade de comunicação e de mobilização de todos em torno da relação Leitura – Energia – Floresta.
A inscrição inicial no concurso faz-se através do preenchimento de um formulário, disponível no Sistema de Informação do Plano Nacional de Leitura entre os dias 10 e 18 de Fevereiro de 2011. Depois de cada escola não agrupada / agrupamento ter seleccionado o cartaz a apresentar a concurso, este deverá ser enviado entre os dias 25 e 31 de Março, conforme disposto no Regulamento do Concurso.
A LITERATURA INFANTIL NÃO PRECISA DE FICHAS
Por que motivo há livros para crianças com umas estranhas fichas no final, logo após o texto a ser lido? Será que os livros dirigidos aos adultos incluem fichas desta natureza? É claro que não! Tudo resulta de um grande equivoco entre a leitura de um texto literário para crianças e a necessidade que pais e professores sentem em avaliar a compreensão do texto em causa e/ou realizar prolongamentos do mesmo. Estamos perante um problema grave que exige reflexão da nossa parte.
É hoje comummente aceite que o livro para crianças deve ser um objecto de arte e, por isso mesmo, possuir uma dimensão estética; o texto literário, a ilustração e o trabalho do designer gráfico formam um todo que vai ser fruído pelo jovem leitor, tantas vezes quantas o livro é aberto para puro gozo de quem saboreia uma iguaria. Este facto não anula, antes reforça, a apreensão de saberes que qualquer leitura oferece, o que representa uma mais-valia para um ser em construção. Toda a literatura, seja para adultos, seja para crianças, traz consigo uma vocação pedagógica, porque fala do mundo e contribui para que o compreendamos; nunca somos os mesmos após a leitura de uma obra. Com as crianças, tudo isto é facilmente visível, porque a polissemia do texto e da imagem vai alimentar o seu conhecimento linguístico, a sua capacidade de verbalização das emoções, a sua ligação afectiva aos outros. A cumplicidade que um livro gera entre o adulto e a criança leitora (aqui num sentido muito amplo, que inclui as que ainda não foram alfabetizadas) é fundamental para o desenvolvimento desta.
Há pais que, na ânsia de levar os seus filhos a níveis escolares de excelência, o que é natural, transformam os poucos momentos de que dispõem para brincar com as crianças em meros prolongamentos da escola, sacrificando esse espaço de ternura e de amor em nome de hipotéticos avanços cognitivos.
Vemos, com frequência, que uma simples história vai ser pretexto para largos minutos didácticos e pedagógicos, transformando-se o pai (ou a mãe) num segundo professor, o que traz consequências negativas que não podem ser subestimadas. Interessará realmente verificar se a criança compreendeu a história? Para ela, o mais importante foram aqueles minutos mágicos em que o pai e/ou a mãe lhe leram a história, salpicada pelo olhar e voz doces que jamais esquecerá. E se não tiver compreendido alguma coisa, ela pergunta, porque uma criança não é idiota.
Há professores que vivem numa inteira dependência das fichas, reduzindo parte significativa do trabalho escolar à sua utilização em sala de aula. Se encontram um livro de narrativas com fichas de explicação dos textos, de aplicação de uma moral (?) ou de exercícios de vocabulário, ficam felizes, porque podem ocupar as crianças com essas tarefas. Trata-se de um terrível engano, pois a leitura recreativa dispensa fichas de interpretação ou de aplicação de conteúdos.
Certos editores, conhecendo estes pecados de pais e docentes, apostam nestas fichas na medida em que sabem que os livros se vendem mais facilmente. Está na altura de todos dizermos Não!. As crianças merecem o nosso respeito e não podem ser enganadas com a conivência dos adultos responsáveis pela sua formação.
Os pais recorrerão aos livros para alimentarem momentos de amor e de humor, ajudando os filhos a descobrir o seu mundo interior e a compreender o meio envolvente – este é o segredo dos bons livros para crianças, livros que ajudam a crescer, de forma harmoniosa. Os professores, em nome da eficácia, distinguirão, de forma muito clara, o que e a leitura de puro prazer e recreio da leitura de trabalho, que exige esforço e alargamento de competências; neste caso, quando quiserem recorrer a questionários ou a outras ferramentas, farão as devidas opções que, somos levados a crer, não se coadunam com o estereótipo que tolhe a imaginação e a inteligência.
Por tudo o que foi referido, acreditamos que as escolhas de livros presentes nas listas do P.N.L., se pautarão pela observação atenta dos livros a serem escolhidos para as crianças, pondo de lado aqueles que trazem consigo um presente tóxico – a fichazinha.
Rui Marques Veloso
Leonor Riscado
Leonor Riscado
Biblioteca digital do PNL
Olá leitores!
Se gostas de ler online basta clicar. Podes também aceder à versão áudio dos livros digitais.
Sugestão de Leitura: A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen
A Menina do Mar
A “Menina do Mar” conta-nos uma história de amizade, entre um rapaz e uma menina.
Um rapaz que mora numa casa na praia e que é apaixonado pelo mar e tudo o que nele existe. E uma menina que vive no fundo do mar e tem enorme curiosidade por tudo o que existe na terra.
O encontro acontece, e através deste livro, o leitor “viaja” por estes dois mundos tão diferentes numa bela história de amizade onde não falta a imaginação e criatividade permitindo entrar num mundo de fantasia.
Esta obra faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para o estudo do 5º. Ano de escolaridade.
Os alunos que não puderem requisitar a Menina do Mar na biblioteca podem fazer a sua leitura integral aqui: Também é possível ouvir o texto. Basta clicar:
Passatempos sobre A Menina do Mar e A Floresta de Sophia de Mello Breyner
Poema "Biografia" de Sophia de Mello Breyner Andresen
Biografia
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento.
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento.
"No Tempo Dividido e Mar Novo",
1985: 82
Obra de Sophia de Mello Breyner Andresen (Escritora do mês de Fevereiro)
Poesia
Poesia, Coimbra, ed. da autora (3ª ed., Lisboa, Ática, 1975), 1944.
Dia do Mar, Lisboa, Ática, 1947.
Coral, Porto, Livraria Simões Lopes (2ª ed., ilustrada por Escada, Lisboa, Portugália,1968, 3ª ed., s.l., s.d.), 1950.
Tempo Dividido, Lisboa, Guimarães Editores, 1954.
Mar Novo, Lisboa, Guimarães Editores, 1958.
Cristo Cigano, ilustrado por Júlio Pomar, s.l., Minotauro (2ª ed., Lisboa, Moraes, 1978), 1961.
Livro Sexto, s.l. [Lisboa], Salamandra, 1962.
Geografia, Lisboa, Ática (3ª ed., Lisboa, Salamandra), 1967.
Antologia, Lisboa, Portugália (5ª ed., aumentada com prefácio de Eduardo Lourenço, Porto, Figueinhas), 1968.
Grades - Antologia de Poemas de Resistência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1970.
11 Poemas, Lisboa, Movimento, 1971.
Dual, Lisboa, Moraes Editores (3ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1972.
O Nome das Coisas, Lisboa, Moraes Editores (2ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1977.
Poemas Escolhidos, Lisboa, Círculo de Leitores, 1981.
Navegações, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda (2ª ed., Lisboa, Caminho), 1983.
No Tempo e Mar Novo, 2ª ed., revista e ampliada, Lisboa, Salamandra, 1985.
Antologia, Porto, Figueirinhas, 1985.
Ilhas, Lisboa, Texto Editora, 1989.
Obra Poética, vol. I, Lisboa, Caminho, 1990.
Obra Poética, vol. II, Lisboa, Caminho, 1991.
Obra Poética, vol. III, Lisboa, Caminho, 1991.
Obra Poética I, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
Obra Poética II, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
Musa, Lisboa, Caminho, 1994.
Signo - Escolha de Poemas, Lisboa, Casa Pessoa, 1994.
O Búzio de Cós e Outros Poemas, Lisboa, Caminho, 1997.
Poesia, Coimbra, ed. da autora (3ª ed., Lisboa, Ática, 1975), 1944.
Dia do Mar, Lisboa, Ática, 1947.
Coral, Porto, Livraria Simões Lopes (2ª ed., ilustrada por Escada, Lisboa, Portugália,1968, 3ª ed., s.l., s.d.), 1950.
Tempo Dividido, Lisboa, Guimarães Editores, 1954.
Mar Novo, Lisboa, Guimarães Editores, 1958.
Cristo Cigano, ilustrado por Júlio Pomar, s.l., Minotauro (2ª ed., Lisboa, Moraes, 1978), 1961.
Livro Sexto, s.l. [Lisboa], Salamandra, 1962.
Geografia, Lisboa, Ática (3ª ed., Lisboa, Salamandra), 1967.
Antologia, Lisboa, Portugália (5ª ed., aumentada com prefácio de Eduardo Lourenço, Porto, Figueinhas), 1968.
Grades - Antologia de Poemas de Resistência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1970.
11 Poemas, Lisboa, Movimento, 1971.
Dual, Lisboa, Moraes Editores (3ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1972.
O Nome das Coisas, Lisboa, Moraes Editores (2ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1977.
Poemas Escolhidos, Lisboa, Círculo de Leitores, 1981.
Navegações, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda (2ª ed., Lisboa, Caminho), 1983.
No Tempo e Mar Novo, 2ª ed., revista e ampliada, Lisboa, Salamandra, 1985.
Antologia, Porto, Figueirinhas, 1985.
Ilhas, Lisboa, Texto Editora, 1989.
Obra Poética, vol. I, Lisboa, Caminho, 1990.
Obra Poética, vol. II, Lisboa, Caminho, 1991.
Obra Poética, vol. III, Lisboa, Caminho, 1991.
Obra Poética I, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
Obra Poética II, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
Musa, Lisboa, Caminho, 1994.
Signo - Escolha de Poemas, Lisboa, Casa Pessoa, 1994.
O Búzio de Cós e Outros Poemas, Lisboa, Caminho, 1997.
Sobre Sophia de Mello Breyner Andresen (Escritora do Mês de Fevereiro)
SOPHIA
Da lusitana antiga fidalguia
um dizer claro e justo e franco
uma concreta e certa geometria
uma estética do branco
debruado de azul.
Sua escrita é de nau e singradura
e há nela o mar o mapa a maravilha.
Sophia lê-se como quem procura
a ilha sempre mais ao sul.
Da lusitana antiga fidalguia
um dizer claro e justo e franco
uma concreta e certa geometria
uma estética do branco
debruado de azul.
Sua escrita é de nau e singradura
e há nela o mar o mapa a maravilha.
Sophia lê-se como quem procura
a ilha sempre mais ao sul.
Manuel Alegre
PARA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Vejo-te sempre vertical num apogeu azul
em que celebras as coisas e pronuncias os nomes
com a claridade das cúpulas e das evidências solares
Em ímpetos claros vais figurando o cristal
que dos actos transferes para as palavras límpidas
(…)
És o dia a claridade do dia dominado
e de cimo em declive és o oriente amanhecendo
Frágil é o teu poder? Frágil e perfeitíssimo
(…)
António Ramos Rosa
Na poesia portuguesa e europeia, Sophia é, por certo, um dos poetas que mais perto está da pulsação inicial e mágica da palavra. E por isso a sua poesia, como toda a veradeira e grande poesia, pode ser dita, cantada e até dançada.
Manuel Alegre
(na apresentação de Musa, 12/94)
É dessa aliança entre a misteriosa graça das musas e o exigente rigor de uma ética muito antiga que vive a escrita de Sophia, sempre bem ciente da degradação do "tempo dividido" que nos cabe, mas insistindo em celebrar o que resiste
Fernando Pinto do Amaral
Público, 24/12/94
4 de fevereiro de 2011
Concurso de Leitura CAICALER+
Olá leitores!
A Biblioteca CAIC propõe aos alunos do 2º Ciclo o Concurso CAICALER+. Para concorreres basta leres o conto de Sophia de Mello Breyner Andresen A Árvore e inscreveres-te junto da Professora Bibliotecária até 14 de Fevereiro. A prova terá lugar no dia 28 de Fevereiro. Participa e habilita-te a um generoso prémio.
Boas leituras!
Sessão inaugural do programa “Metamorfoses da Escrita” (Casa da Escrita)
4 Fevereiro | 21h30
Com a presença dos escritores Hélia Correia – “A relação com a escrita” – e Vasco Graça Moura – “Poesia e música na criação da escrita”.
“Metamorfoses da Escrita” constitui um dos projectos centrais da programação literária da Casa da Escrita, seja através da presença e do testemunho de escritores convidados, seja através da visionação comentada de filmes (documentais ou ficcionais).
Neste pressuposto, a Casa conduzirá ao contacto com a própria realização da escrita criativa, evidenciará como a significação antropológica e o valor estético da escrita criativa passa também por ela ser ao mesmo tempo – desde o processo mental à acção gráfica – um fenómeno cioso da sua identidade e cheio de vasos comunicantes com outros sistemas simbólicos e outras práticas artísticas do animal semiótico que o Homem é.
Entrada livre.
CASA DA ESCRITA
Rua Dr. João Jacintho nº 8,
Sé Nova
3000 – 225 Coimbra
Telefone: 239853590
Telefone: 239853590
e-mail casadaescrita@cm-coimbra.pt
2 de fevereiro de 2011
Escritora do mês de Fevereiro - Sophia de Mello Breyner Andresen (Biografia)
| Biografia Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, um dos maiores poetas portugueses contemporâneos – um nome que se transformou, em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia. Sophia nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância e adolescência decorrem entre o Porto e Lisboa, onde cursou Filologia Clássica. Após o casamento com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, fixa-se em Lisboa, passando a dividir a sua actividade entre a poesia e a actividade cívica, tendo sido notória activista contra o regime de Salazar. A sua poesia ergue-se como a voz da liberdade, especialmente em "O Livro Sexto". Foi sócia fundadora da "Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos"e a sua intervenção cívica foi uma constante, mesmo após a Revolução de Abril de 1974, tendo sido Deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista. Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência da palavra na sua relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia, quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou em clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" ou "A Menina do Mar". Sophia é ainda tradutora para português de obras de Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes, tendo sido condecorada pelo governo italiano pela sua tradução de "O Purgatório". | |
Acção de formação "Escrita em Oficina"
Teve lugar na terça-feira passada, dia 1 de Fevereiro, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, a acção de formação “Escrita em Oficina” orientada pelo professor António José Vilas-Boas. Destinada a professores bibliotecários e professores de Português, centrou-se na importância e metodologia das oficinas de escrita. Vários educadores do CAIC estiveram presentes, tendo constatado que o essencial deste momento de partilha ( a importância da criação regular de situações de escrita pessoal e de escrita orientada, em oficina de escrita) vai ao encontro do trabalho colaborativo desenvolvido pelo Departamento de Português e pela Biblioteca Escolar CAIC. “Se se aprende a falar falando, havemos de aprender a escrever, escrevendo” é o princípio norteador das oficinas de escrita que, este período, se estenderão ao Ensino Secundário.
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